No nosso tempo já se tornou uma máxima a frase que diz: “Na era da informação, nós humanos seguimos cada vez menos informados”. Mesmo sendo dita por qualquer influenciador metido a intelectual, são poucas as pessoas que realmente param para refletir sobre sua essência. Partindo dessa provocação, tentarei tornar você, meu leitor, tão apaixonado pelo aprendizado quanto eu mesmo sou.
Para responder à primeira afirmativa, é preciso entender como o cérebro humano funciona. Em síntese, não somos nós humanos que somos preguiçosos demais, mas nossos cérebros que por milhares de anos de evolução foram se tornando máquinas de conservar energia – mesmo que, para tal, precisasse tornar-se o mais preguiçoso possível. Ou seja, não é totalmente sua culpa não conseguir estudar para a prova de matemática, ou mesmo fazer uma tarefa difícil que te designaram: seu cérebro foi projetado para escapar desse esforço.
Certo, mas e agora? Sei que os 1,5kg de carne que fica no meio das minhas orelhas não gosta de nada que exija mais esforço do que rolar vídeos no TikTok, e o que posso fazer com isso? O primeiro é parar de se rotular como “preguiçoso”, “burro”, “incapaz”, ou coisas do tipo. Tenha em mente o seguinte: alguém que também é humano desenvolveu tudo o que você está aprendendo ou fazendo e se esse indivíduo conseguiu, por que é que você não conseguiria? Por mais desafiador que uma tarefa possa parecer, se você se esforçar por tempo o suficiente, uma hora ou outra você começará a ver os resultados.
Perfeito, agora você sabe que todo ser humano é um preguiçoso por natureza, e isso parece longe de ser verdade. Se é assim, por que pessoas como Newton, Einstein, Clarice Lispector, Dostoievski ou até o CBUM existem? A resposta é a seguinte: essas pessoas se tornaram tão obcecadas em suas respectivas áreas que não se mover passou a ser a pior das prisões. Elas venceram sua própria natureza porque se apaixonaram completamente por algo.
Isso posto, o motivo pelo qual escrevo este primeiro artigo é para servir de convite. Uma provocação para você, leitor, também encontrar algo que te apaixone, algo que torne o aprendizado instigante – mesmo que na maioria das vezes pareça a coisa mais difícil do mundo. E meu caro, pode acreditar: o mundo é extremamente vasto e as possibilidades são infinitas, confie em mim. Aos poucos você descobrirá tantas coisas pode conhecer que lamentará que nossa existência seja tão curta.

